O Actimel e a poção mágica dos Gauleses
O Actimel e a poção mágica dos Gauleses

Branding, Diagnóstico de comunicação, Estratégia de comunicação

O Actimel e a poção mágica dos Gauleses

Compram-se histórias quando se adquirem livros e revistas, mas também quando se compram iogurtes, detergentes, roupa, computadores e bebidas.

Compram-se histórias quando se adquirem livros e revistas, mas também quando se compram iogurtes, detergentes, roupa, computadores e bebidas.

As histórias estão nos livros e nos lineares das lojas, onde muitos produtos destacados são, de facto, histórias embaladas.
O Actimel é uma dessas histórias, uma narrativa engarrafada e disponível em qualquer linear de iogurtes.

Uma vez ao dia. Pessoas comuns, de diferentes idades e diferentes condições de saúde. Um contexto difícil, ruidoso, poluído e incessante. Uma garrafinha de forma orgânica e pequenas dimensões. Um termo inacessível à maioria como “l casei immunitas”. Um símbolo solar no rótulo. Efeitos de reforço e fortalecimento em pessoas de todas as idades e de todas as condições físicas. O ato de beber um Actimel por dia dá a possibilidade de superar um contexto cansativo.

De onde vêm estes traços? Este súbito fortalecimento de alguém comum, os raios solares, a importância da dosagem regrada e a menção a um ingrediente misterioso? Das aventuras do Asterix. A publicidade da marca Actimel cita os livros de Goscinny e Uderzo.
O iogurte ocupa o lugar da poção mágica. As cidades e o stress urbano ocupam o lugar das numerosas legiões de romanos. Os clientes, que tomam Actimel, ocupam o lugar do herói Asterix. O “l casei immunitas” é o segredo da poção mágica. A dose pequena, a forma da garrafinha e o elemento solar surgem tanto no discurso Actimel como nos elementos narrativos destes e de outros livros de banda desenhada onde a poção mágica é elemento narrativo.

O caso Actimel demonstra como o branding é um trabalho de citação. E como a criatividade é, em grande medida, uma “re-criatividade”.

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